10 dicas para lidar com crianças difíceis

Em January 8th, 2016
Categorias: Experiências

Sabe aquela criança linda que você olha e logo pensa. “Nossa, que criança linda, como desliga?”. São os meus.

Meus filhos são muito bonzinhos, mas quando preciso sair é uma luta épica encontrar alguém que fique com eles pra mim, ninguém encara. Não porque eles sejam malvados ou pestinhas, mas eles são sim difíceis de lidar. Sabe aquela criança linda que você olha e logo pensa. “Nossa, que criança linda, como desliga?”. São os meus. Elétricos, não param um minuto sequer. E se não sentem firmeza desde o início fazem você de gato e sapato.

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Quando estão comigo não tem birra em shopping/mercado, eles não saem correndo pro meio da rua (embora eu procure não arriscar) dificilmente agridem amiguinhos ou um ao outro e se comportam bem, mas basta outra pessoa “ficar à frente” e pronto, é teste atrás de teste até a pessoa “provar o seu valor” hahaha.

Sei que os meus não são os únicos e hoje reuni aqui algumas dicas de como lidar com crianças difíceis.

Firmeza.

Ser firme não é ser grosseiro, mas o tom de voz é fundamental. Um tom alto (não gritando, óbvio) e seguro basta. Tente e verá.

Postura

Parece brincadeira mas não é. Uma pessoa causa impressões com sua postura, e com as crianças não é diferente. Elas são observadoras e percebem de longe se você está inseguro. Eu nunca me dei bem com crianças antes de ter filhos não por não gostar delas, mas por não saber lidar. Elas pisavam em mim e me viravam do avesso porque eu não tinha a mínima autoridade e falava pra dentro. Acredite, faz diferença.

Um minuto é muito.

Olhos abertos 24/7. Da última vez que deixei os pimpolhos com a vovó (que cuida SUPER bem por sinal) encontrei dois tubos de pasta de dente vazios quando voltei, entre outras coisas.  Um minuto em silencio em casa com os meninos acordados já é sinal de alerta pra procurá-los e ver o que eles estão fazendo.

Não subestime.

Se algo é proibido explique pra eles o motivo por mais complexo que pareça ser. Mesmo que não entendam tudo vão se sentir importantes por você ter se prestado a explicar. Esse sentimento reflete positivamente no comportamento.

Entretenha.

Não dá pra ficar sem atividade. Tédio resulta em bagunça, coisas quebradas, birra, manha, choro, agressividade e tudo o que possa haver de negativo. Pintura, um pouco de desenho, comer, banho, parquinho, tudo dentro do possível pra mantê-los ocupados.criancas-difíceis-como-lidar

Rotina.

Crie uma rotina e a siga. Quando a criança não sabe o que vai acontecer fica ansiosa, e ansiedade leva ao stress que resulta em todas as coisas que escrevi no tópico acima. Não altere a não ser que seja extremamente necessário. E se algo for mudar tire um tempinho pra sentar com a criança e explicar o que vai acontecer.

Quando vamos sair estabeleço combinados com os meninos. Se vamos ao mercado estabeleço que compraremos apenas o que está na lista por exemplo, e sempre que dá deixo que me ajudem com algo. Se as coisas começam a sair do controle converso com eles e lembro do combinado. Normalmente isso basta, mas se não dá certo e a birra continua eles ficam de castigo quando chegam em casa.

Cumprir promessas.

Conquistar a confiança de uma criança é extremamente fácil, mas quando se perde essa confiança o respeito e a obediência vão junto e tudo vai por água abaixo. Caiu na cagada de prometer alguma coisa? Se vira pra cumprir. Não é nada legal ser passado pra trás não é? Por que as crianças precisam lidar com isso? Sou completamente contra.

Não grite.

Preciso repetir esse pra mim todo dia. Eu falo muito, mas MUITO baixo. Pra alguém me ouvir falar normalmente eu já preciso aumentar meu tom de voz. Mas ultimamente meu escape infelizmente tem sido este. Uns berros de vez em quando. Depois de falar 785 vezes calmamente eu acabo explodindo e gritando. Errado, porque as crianças se acostumam a só obedecer quando você chega no “volume máximo”. Algo que eu tento exaustivamente corrigir em mim mesma todos os dias. Às vezes eu ganho, às vezes eu perco. Um dia eu consigo.

Técnica da caneta verde.

Uma vez eu li sobre uma técnica aonde numa tarefa escolar ao invés de marcar as questões erradas com caneta vermelha marcava-se os acertos com caneta verde. Isso significa ignorar (se possível, claro) os erros e focar nos acertos. Assim a criança aprende a chamar a atenção pelas boas atitudes e não pelas ruins. É claro que se é algo grave como por exemplo ferir qualquer ser vivo ou dizer palavrões não dá pra ignorar, mas muitas vezes a gente se estressa à toa. Digo isso olhando pra mim mesma. O que é um risco de caneta na parede branca? Dá pra apagar ou pintar por cima. O que é um armário revirado? Como consequência que tal eles mesmos arrumarem? A maioria das coisas dá pra relevar. Agora uma evolução, uma palavra nova, uma nova musiquinha aprendida na escola ou um brinquedo que ele resolveu emprestar… isso merece festa! Não dá pra ignorar coisas boas.

 

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Por Joana
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