Ameaças vazias e seus efeitos nas crianças

Em January 2nd, 2016
Categorias: Experiências

O que fazer com as ameaças vazias?

Primeiramente quero dizer que não sou pediatra, médica, super nanny ou especialista. Sou mãe e esse texto é baseado no que eu vivo, no que eu faço e no que eu penso sobre a maternidade. Aqui não tem receita infalível.

Eu não tenho problemas em sair com os três pra ir ao shopping ou ao mercado, mas basta mais uma pessoa pra que tudo mude e se transforme em um caos. No intuito de chamar a atenção dessa terceira pessoa eles se agitam, brigam, correm quando eu peço pra ficar perto  e eu preciso em um ato de desespero recorrer à ameaças, o que eu detesto fazer.
“Se você não obedecer precisaremos ir embora.” “Se brigarem de novo eu vou guardar o brinquedo.” “se bater mais uma vez no irmão vai pro castigo”, e por aí vai. Algumas vezes eu fiquei TÃO fora de mim, com raiva, vergonha, tristeza, decepção, tudo junto num bolo de negatividade dentro de mim que fiz as famosas “ameaças vazias” que sempre colocam tudo a perder. Por que? Bom, se você fala algo pra uma criança e não faz, aos poucos ela vai perdendo a confiança no que você diz e logo não acredita mais em você.

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“se bater no seu irmão de novo eu dar um murro na sua cara.” Sim, eu já disse isso. Depois me recolhi e chorei, e muito, mas na hora a raiva era tanta, eu precisava descarregar de alguma maneira e vomitei palavras agressivas e sem nenhum significado já que obviamente eu jamais daria um murro na cara de um filho meu. E eles sabem disso, não são bobos então além de serem palavras vazias não surtiam efeito nenhum já que eles continuavam se comportando mal, e eu ficava cada vez mais nervosa.

O que fazer com as ameaças vazias? Não fazê-las nunca e quando escapar, pedir desculpas e explicar pras crianças que você disse aquilo porque estava nervosa e que vai se esforçar pra não fazer de novo. Eles entendem mais do que aparenta. É difícil, muito, mas vale a pena o esforço.

E “ameaças” reais, é válido fazer? Eu não gosto, mas às vezes sinceramente não vejo alternativa. A teoria é uma coisa linda, fala pra gente conversar, colocar no “cantinho do pensamento” durante minutos equivalentes à idade, mas não é sempre que resolve. Aqui geralmente uma conversa firme basta mas num lugar público quando a própria segurança deles está em risco (correr no estacionamento ou se afastar de mim em qualquer lugar aberto e com pessoas desconhecidas por exemplo) ou quando eles estão mais agitados (em público, claro, pra gente passar bastante vergonha) eu faço uso sim. Como último recurso. E cumpro. “Quando chegar em casa você vai ficar de castigo”. Quando a gente chega em casa eu já me acalmei, mas coloco mesmo assim. Eles precisam entender que eu falo sério. Que quando eu falo, eu cumpro. E isso vale pra tudo. Prometeu, cumpre. Promessas só pra fazer a criança obedecer e depois desconversar e não cumprir só gera frustração e q

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Por Joana
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