Como ser mãe me fez ter mais compaixão

Em December 30th, 2015
Categorias: Experiências

Ver o mundo com olhos de mãe faz dele um lugar melhor.

Todo ser humano parece ter a síndrome do juiz. Todo mundo se acha no direito de julgar e apontar o dedo pro outro, esquecendo dos próprios erros e defeitos. Eu também já fui assim. Eu já disse em outros posts que eu era daquelas que achava o cúmulo do absurdo uma criança se jogar no chão do mercado por causa de uma barra de chocolates ou parar o shopping por causa de um brinquedo. “Meu filho nunca vai fazer isso”, cansei de dizer. Não preciso nem comentar que paguei a língua, né?

sem-autor-mãe-filhoHoje em dia isso não acontece, Mika e Gab passaram dessa fase e hoje eu consigo conversar com eles embora as outras pessoas tenham certa dificuldade em lidar com os pequerruchos. Mas o Dani ainda é pequeno, vai chegar nessa fase então provavelmente ainda vou vivê-la algumas vezes.

Hoje eu sinto compaixão quando vejo uma mãezinha envergonhada com seu filho escandaloso. Me sinto assim por já ter passado por isso, por já ter pensado o que pensei e por saber como ela se sente. Basicamente me coloco no lugar dela. E isso acontece em diversas outras situações mesmo que eu nunca as tenha vivido. Quando vejo no noticiário roubos e outros absurdos logo me coloco no lugar da mãe daquelas pessoas. A maioria fez de tudo pra dar o melhor pros seus filhos. Quando me pego imaginando a dor dessa mãe o sentimento de compaixão toma meu coração, como se aquele fosse meu próprio filho. E ao invés de desejar sua morte, desejo que pague pelo que fez e que tome decisões melhores no futuro. Que a felicidade entre na casa dessas pessoas e que haja transformação. Cheguei a conclusão de que ver o mundo com olhos de mãe faz dele um lugar melhor.

Antes que os “enchedores de saco” de plantão venham torrar a minha paciência com “então leva pra casa”, “bandido bom é bandido morto”, etc, etc quero dizer que não quero de forma alguma defender as atitudes dessas pessoas e que cada um deve pagar pelo que faz. Mas o mundo já tá tão cheio de gente querendo a morte do outro, julgando, vomitando palavras maldosas e transpirando ódio que eu escolho não fazer o mesmo.

Vou continuar criando os meus filhos da melhor maneira possível, protegendo de todo o mal do mundo e dando o meu melhor para que eles, assim como eu aprendam a substituir a raiva pela compaixão, amando o próximo e fazendo o possível pra mudar o caos que está lá fora.

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Por Joana
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