Válvulas de escape de uma mãe

Em September 18th, 2015
Categorias: Desabafos

Eu vejo direto tirinhas nas redes sociais sobre a maternidade que me fazem rir e me sentir melhor comigo mesma por não ser a única louca no mundo a pensar assim. Me identificar com uma delas, com um texto de desabafo ou uma matéria com algum tema positivo que me mostre que eu não estou sozinha no mundo realmente me anima nos dias difíceis.

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Reuni aqui uma “pequena” lista das coisas para as quais eu dou tanto valor hoje, e que me servem de válvula de escape, descanso emocional depois de um longo dia cheio de coisas pra fazer.

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Desligo a tv. Fiquei 6 meses sem assistir tv e perdi a
mania. Vou ligar e logo me pego fazendo outra coisa, de costas pra ela. Vejo isso como image18algo bom porque antes eu usava a televisão como escape, mas muitas vezes aquilo só enchia mais ainda a minha mente ao invés de esvaziar e eu não conseguia relaxar. Um filme de vez em quando, uma série até vai, mas não consigo mais ficar “caçando” algo bom pra ver, acho perda de tempo.

 

  • Comer. Às vezes um doce, às vezes um salgado, mas sempre besteira. Agora por exemplo estou comendo balinhas de canela, sou viciada nelas. O dia todo? Nãão. Todos os dias? Quase. As vezes o cansaço é tanto que não consigo, vou direto pra cama, mas esse momento de “comer em paz” é necessário pra manter minha sanidade.

  • Silêncio. Durante o dia não fico sequer um minuto no silencio. Tem sempre algo acontecendo e isso me impede de organizar meus pensamentos. No fim do dia minha cabeça parece um par de fones de ouvido jogados dentro da bolsa. PRECISO ficar um pouco em silencio pra tentar organizar alguma coisa dentro da minha mente. No entanto sempre acabo dormindo durante o processo (5 minutos depois que comecei).

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  • Vou ao banheiro. Quando eu sinto que vou enlouquecer meu corpo responde e eu preciso ir ao banheiro. Quando minha mãe está em casa ela me ajuda e fica com o Daniel (6m) pra que eu possa ir. Quando não está eu coloco um desenho, dou brinquedinhos, deixo a casa segura e vou. É um tempo precioso que passo sem ninguém a minha volta.

Só me deito quando tenho certeza de que vou realmente dormir. Coloquei o Daniel na cama a 10 minutos atrás, e ele acabou de acordar. É a terceira vez que isso acontece, e assim vamos indo até ele realmente dormir, e eu poder dormir também. Se me deito antes disso e ele acorda fico realmente furiosa porque eu já estou no processo de pegar no sono, “zumbizando”, e eu fico super mau humorada quando estou “zumbizando”.

  • Vou a igreja. Sou cristã e amo ir a igreja embora no momento eu não esteja indo tanto. Pra mim é um momento de entrega à Deus enquanto sei que meus filhos estão seguros e felizes brincando no departamento infantil que tem lá.

  • Vou ao mercado. Resumindo, faço compras. É uma válvula de escape pra 99% das mulheres.  Não vou ao shopping torrar porque não tenho muito o que torrar. Ao invés disso vou ao mercado e compro coisas que eu teria que comprar de qualquer jeito.

  • Tomo banho. Aaaaah a hora do banho. Nada como água quentinha escorrendo pelo corpo, aquele barulho da água caindo e ninguém gritando o meu nome. Isso porque eu tomo banho em horários estratégicos. Enquanto eles dormem (atenta aos “ruídos” claro) ou quando posso deixá-los sob os olhares atentos de outra pessoa.

  • Compro guloseimas e escondo. Sim, eu faço isso. Sabe aquele chocolate cheio de açúcar, aquele biscoito sem nenhuma vitamina? Esses mesmo! Compro um pouco de cada coisa e deixo guardadinho no armário pros momentos especiais.

  • Cozinho. Eu amo cozinhar. Estou longe de ser uma masterchef mas encontrei prazer em fazer isso. E na verdade meu maior prazer é cozinhar com o Mikael. Ele gosta tanto que meu coração transborda vendo a alegria dele.

  • Encontro amigos. É MUITO difícil eu sair, mas uma vez por semana temos a “célula” da igreja que é quando amigos se reúnem pra falar de Deus, comer e conversar. Normalmente quando eu vou meus amigos estão doidos pra ficar com o dani no colo e eu posso prestar atenção na palavra e descansar os braços -e a mente- um pouco.

Estas são basicamente as minhas válvulas de escape. Cada ser humano tem as suas e elas são necessárias pra manter a sanidade de qualquer um, seja mamãe com filhos ou não. Estou descobrindo –na verdade aceitando porque saber eu já sei faz tempo- que não é pecado querer um tempo pra si mesma, só pra si mesma. Não quer dizer que eu não valorize meus filhos ou o tempo que passo com eles. Na verdade quer dizer que eu me valorizo o bastante pra querer cuidar de mim mesma também.

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Por Joana
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