Violência obstétrica: O que é e como denunciar

Em September 7th, 2015
Categorias: Experiências

Uma em cada 4 mulheres sofre violência obstétrica no Brasil e muitas delas nem sabem do que se trata. Era o meu caso…

você pode ler o relato dos meus três partos aqui. No meu caso ocorreu só na hora do parto, mas a violencia obstétrica vai muito além da sala de parto. Hoje vou falar um pouco sobre cada um dos tipos e como denunciar.

Violência obstétrica durante a gestação

Toda mulher tem direito não só a u136, 180, aborto, acompanhante, agressividade, cesarea, cesariana, cirurgia, denunciar, gestacao, hospital, insegurança, mãe, mamãe, maternidade, mulher, obstetrica, parto, SUS, violenciam pré natal, mas um pré natal de QUALIDADE visando a saúde e bem estar da mãe e do bebê em todo o período de gestação.

É considerada violência obstétrica:

  • negar ou dificultar atendimento à mulher aonde ela realiza o pré natal.

  • qualquer, QUALQUER comentário negativo e constrangedor em relação à mulher, seja pela cor, raça, condição socioeconômica, número
    de filhos, etc…

 

  • ofender de qualquer maneira a mulher ou sua família

  • agendar cesárea SEM RECOMENDAÇÃO ou evidencias de real necessidade atendendo aos interesses ou conveniencia do médico

 

Violência obstétrica no parto

Pouca gente sabe mas no Brasil toda mulher tem direito a um acompanhante na sala de parto, pré e pós parto também, além de ter o direito de ser tratada como uma princesa garantindo integridade física e mental, o que resulta em menos stress e mais saúde tanto para a mamãe quanto para o bebê.

Nesse caso é considerada violência obstétrica:

  • recusa na admissão em hospital ou maternidade (alegar que não tem leito, que não tem maternidade ali, etc)

  • impedimento da entrada do acompanhante (isso acontece demais e é considerado normal nos hospitais da rede publica do nosso país.)

  • qualquer tipo de procedimento incida sobre o corpo da mulher ou que cause dano físico à ela (imobilizar, corte da vagina, soro com ocitocina pra acelerar o parto por conveniência do médico, exames de toque sucessivos e por diversas pessoas, privação de alimento, etc)

  • qualquer palavra ou comportamento que cause à mulher sentimento de inferioridade, abandono, vulnerabilidade, medo, instabilidade emocional, perda de dignidade, insegurança, alienação, perda da integridade, ludibriamento, dissuasão, perda de prestígio e acuação.

  • cesárea sem consentimento da mulher e sem indicação clínica

  • impedir ou retardar contato da mulher com o bebê após o nascimento, levar o  bebê pro berçário sem necessidade, só por padrão da instituição.

  • impedir ou dificultar aleitamento materno. Isso é feito não dando o bebê pra mãe amamentar na primeira hora de vida, afastando o bebê de sua mãe colocando-o em berçários aonde são introduzidas mamadeiras e chupetas, etc.

 

Violência obstétrica no atendimento em situações de aborto

Complicação em situações de aborto é uma das principais causas de morte em mulheres em nosso país. Durante esse momento tão dolorido e difícil e imprescindível que a mulher seja tratada com todo o amor e dignidade.

Em casos de aborto é considerada violência obstétrica:

  • demora no atendimento ou recusa no atendimento

  • questionar a mulher se o aborto é intencional ou não

  • realização de procedimentos invasivos sem explicação, autorização da mulher e sem anestesia

  • ameaças e acusação com a mulher

  • coagir a mulher com finalidade de que ela confesse ter abortado intencionalmente para que seja feita a denúncia.

 

Você sabia?

O Brasil é campeão MUNDIAL de operações cesareanas.

Entre milhares, algumas DESCULPAS normalmente dadas às mulheres para justificar uma cesariana são:

bebê grande, bebê pequeno, pouco liquido amniótico, cesárea anterior, cordão umbilical envolto no pescoço, bebê “passando da hora”, mulheres “baixinhas”, mulheres com quadril estreito, pé do bebê preso na costela da mãe, mulher com deficiência e/ou mobilidade reduzida, hepatite, hemorróidas, cardiopatia, falta de contração ou dilatação (sem trabalho de parto), etc.

 

Se você foi vitima de qualquer tipo de violência obstétrica DENUNCIE! Somente assim essa pratica será extinta. O parto deve ser como você quiser e ninguém pode interferir, a não ser que haja um motivo real comprovado.

Como denunciar:

Ligue 180 (violência contra a mulher) ou para 136 (disk saúde)

Exija cópia do seu prontuário junto ao hospital aonde foi atendida. Essa documentação pertence à paciente e o único valor que pode ser cobrado referente a estes documentos é o valor referente ao custo da cópia.

 

 

Fonte: http://www.defensoria.sp.gov.br/

 

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Por Joana
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